quarta-feira, 26 de abril de 2017

De volta ao meu Blog


SAUDADES



           Hoje o dia amanheceu plúmbeo, com ares de preguiçosa tristeza, num vazio relativo da romântica e dolente saudade. 

         Embarco no navio do tempo e navego em direção ao passado. Chego ao porto da juventude e desembarco na escadaria da entrada da Escola Normal Rural de Feira de Santana. O Dr. Miguel Ribeiro e o Dr. Gastão Guimarães subiam os degraus em animada conversa. No alto o porteiro Irineu conversa com os sensores Zezinho e Herminia sobre a popularidade de Guiomar, a faxineira.

      Parece-me que já tem muitos professores na sala e, antes, vejo D. Didi (Eurides Lacerda) às voltas com a papelada da secretaria. Logo depois a sala dos professores totalmente cheia, dividida em grupos que conversam assuntos diferentes: Esmeralda Britto, Regina Vital, Cidronia Junqueira, Judith Pedra, Violeta Gondim e Ursula Martins falavam e sorriam discretamente. Já o padre Mario Pessoa, Lourival Bastos, Péricles Ramos e Hibelmon Batista conversavam e sorriam mais espontaneamente.

   Ouço o sino (sineta) tocar e me apresso para o pavilão, onde os colegas entram com rapidez. Já sentadas as colegas Niá Guimarães, Elza Macedo, Maria Ester,  e outras. De pé falando alto e gesticulando muito a irrequieta Analdina Silva. Na primeira fila José Bispo, Valdir Pomponet, Divaldo Franco e Wagner Mascarenhas também já se acomodaram.

    De repente o silêncio. Todos de pé, entra o Dr. Lourival Bastos, e, com alegria cumprimenta a todos e manda sentar.  Em seguida anuncia que a aula será prática e convida a todos para acompanhá-lo até o Horto Agrícola que se situava no fundo da Escola Normal, já na rua de Aurora. A caminho, do lado esquerdo, está a quadra de basquete, onde se encontram Barreto, Jayme, Carlos Marques...ouço Arlindo Pitombo me chamar e com a mão gesticular para que eu fosse completar os dois times.

    Não sei o resultado da aula. Soube que minha nota foi zero. Mas o jogo foi excelente e a nota máxima.

   Dez anos depois, um dos meus padrinhos de casamento, o Dr. Lourival relembrava o caso e sorriamos juntos.

  Mais de setenta anos se passaram...mas ficou a lembrança, no leito da  saudade!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

AS MARAVILHAS DA CHAPADA DIAMANTINA


CEMITÉRIO DE IGUATU TODO EM ARTE BIZZANTINA

                        CARRINHO DE MÃO PARA CARREGAR BÊBADO PARA CASA

sexta-feira, 13 de maio de 2016

06/12/2016 - COMEMORAÇÃO DOS MEUS NOVENTA ANOS



Com uma surpresa preparada e patrocinada pelo meu sobrinho Beto Cerqueira, organizada pelo meu filho Chico e com a participação de 52 membros da família, foi comemorada a chegada dos meus 90 anos. Estou feliz não só por ter atingido esta idade mas, principalmente por atingi-la com a melhor família do mundo.

sábado, 23 de abril de 2016

PARABÉNS AO NOITE E DIA - PARABÉNS A ZÉ COIO


O meu amigo Zé Coió publicou uma linda foto de Feira de Santana, um pouco parecida com a foto de cima que deve ser da mesma época. Por engano ele disse que deveria ser dos anos 40, quando na verdade ela deve ser da década de 20, haja vista que os postes de energia eram da luz a motor, instalada em 1926, e as "fobicas" variam de 23 a 29. Já nesta 2ª foto, da década de 30 vemos os postes de energia elétrica de Bananeiras.
As três fotos publicadas por Zé Coió são fotos excelentes, parte legítima da história de Feira de Santana. Parabéns amigão.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

ANTONIO DO LAJEDINHO

EU TINHA APENAS 2 ANOS E SEIS MÊSES QUANDO TIREI ESTA FOTO




















sexta-feira, 11 de setembro de 2015

ALUNOS DO JOÃO PAULO

Em 2006 fizemos uma palestra na sede dos Ex-Combatentes de Feira para os alunos do Colégio João Paulo. Era uma turma com uma média  de 12 a 15 anos. Como estarão esses alunos hoje? A foto  já faz parte do acervo do futuro Memorial dos Ex-Combatentes, a ser construído pela UEFS.

terça-feira, 28 de julho de 2015


INSTITUTO HISTORICO E GEOGRÁFICO  DE FEIRA DE SANTANA
                                             RESÍDUOS DA HISTÓRIA
                                                    

HOMENS QUE FIZERAM FEIRA DE SANTANA

       É importante trazer para a história de Feira os valores humanos que num passado, não muito distante, deram sua  contribuição para o engrandecimento  da atual Princesa do Sertão.      
      Apenas para citar alguns, dentre muitos, lembramos de Adlberto Pereira e Arcenio Oliveira ,(pai) estes sócios fundadores da grande firma  Marinho Falcão & Cia. ao lado de João Marinho e Hermínio Santos; Luizinho Azevedo, dono da primeira Concessionária de Automóveis em Feira; Elzeário Santana, sócio da Firma Vitor & Elzeário, e também arrendatário, junto com Florisberto Moreira da Silva do Cine-Teatro  Santana; Manoel Eustáquio Rebello de Figueiredo, além de outros,  todos esses meus conhecidos na mocidade, sendo o Sr. Manoel Eustáquio, nosso vizinho na Marechal Deodoro, citado em “O VIGILANTE” de 27 de março de 1878, constante no livro Memórias, de Carlos Brito e Arcenio Oliveira., já citados.  Sobre Manoel Eustáquio só fala que em 1878 foi escolhido para eleitor na eleição para o senado. Mas eu o conheci na década de 30, aposentado e de incomparável respeitabilidade
         Mas não foi só os Cels. Joaquim José Pedreira de Cerqueira, Felipe Pedreira de Cerqueira e os acima lembrados, os únicos injustiçados. Existem pessoas pobres, que também fizeram muito por Feira: jogadores de futebol, como Ingé, imbatível em velocidade, “Cristo”, goleiro que disputava com Ioiô. Tuta Santana e um imenso número de jogadores que faziam parte do Atlético Clube, que hoje só se sabe quando se pesquisa na Folha do Norte das décadas de vinte trinta.
         E o que dizer de D.Dudú Engomadeira, que só engomava para fregueses especiais?  E as velhas parteiras como”mãe fiinha”,  “mãe Maria rezadeira”... quanta gente que foi considerada, (antes das industrias) como as pessoas mais influentes:  Os“Artistas”: alfaiates, sapateiros, seleiros, costureiras, marceneiros, funileiros, pedreiros, cabelereiros (naquela época não se chamava cabeleireiro, era barbeiro), fotógrafos como Soledade (pai de Ciro Soledade, o tabelião), Nafitalino Vieira, seu Gué, Nestor, a pianista Anita, contemporânea e amiga de Georgina...
        É impossível falar de todos agora. Mas prometo, na próxima oportunidade, falarei com mais detalhes, registrando-os na história de Feira de Santana.